domingo, 16 de outubro de 2011

das invenções

Mais uma noite sem sono.
Me dou conta de que ainda te amo, e que te amo ainda mais.
Não tenho coragem de me levantar dessa cama  e de acender a luz e não te achar na bagunça desses lençóis.
Agora é vazia, é fria é pequena demais.
Guardei todos os bilhetes  para que depois eu pudesse ler quando você já não mais estivesse aqui. 
Imaginava que já não mais estarias, 
que somente passarias então. 
E que os sonhos que tenho sonhado são castigos. 
E que as canções que tenho ouvido são lembretes,
são notas que reconstroem você. 
Que ainda insistir nisso tudo, nesse medo, 
é uma forma de te sentir, de te trazer até aqui. 

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