quinta-feira, 14 de julho de 2011

Do Moço dos Olhos Castanhos

Seis e sete da tarde e saio correndo em cima dos meus sapatos novos
Ando o mesmo caminho
Mesmo caminho de casa rosada, casa mal assombrada
Pego a Rua dos Cataventos
As mesas do Café no mesmo lugar
O ar revolto de fim de tarde
As mesmas coisas.
As pessoas cada vez mais francesas,
Cada dia mais frio.
Chego na Esquina da Casa Azulada.
Os guardas secretamente espiam as moças que passam,
Os velhos nas lojas mostram as velhas novidades em seus balcões.
Atravesso mais três quadras.
O cheiro do pão.
Os carros voando.
Ando as mesmas ruas, olhos as mesmas janelas, reclamo do mesmo caminho,
Moço dos Olhos Castanhos, que é pra te encontrar.

2 comentários:

Sérvulo Stefan Capistrano Souza disse...

Nossa!
Durante a narração fui entrado cada vez mais no texto, e estava esperando aquela cena do ônibus, lembra?
Tomei um susto.
Ainda bem que não era.
Adorei o texto!

Ruby Cherry disse...

Obrigado Sérvulo.. Nessa rua não passa ônibus por isso não citei no texto...